O HOSPITAL DO FUTURO - Parte I

por Marlu Alves

St. Anthony North Health Campus
Westminster - EUA
Estamos sempre dispostos a prever o futuro em várias áreas de nossas vidas, de nossas atividades, da economia, de nosso país. Isso também acontece na área da saúde. Grupos de estudiosos e pesquisadores se aprofundam em desenvolver novas tecnologias, novos processos de gestão e novos conceitos no desenvolvimento de ambientes e infraestruturas hospitalares que consigam atingir o objetivo principal, o paciente. Assim, passamos a pensar na saúde do futuro, no paciente do futuro, no hospital do futuro.

Foi preciso então elaborar a seguinte perguntar: como podemos projetar algo que não estará obsoleto daqui a 20 anos?.

Além da pergunta, o hospital do futuro deverá se basear em atender as necessidades da população e seus anseios. E nesses anseios está a necessidade e vontade do paciente de querer estar em um lugar que não se pareça com um hospital. Dessa forma os acabamentos escolhidos deverão possibilitar esse sentimento.

O desejo de poder resolver tudo em um só lugar. Assim, todas as necessidades assistenciais precisarão estar num mesmo complexo, como: farmácia, consultas, cirurgias em regime ambulatorial, serviços de diagnóstico, e também, aconselhamento nutricional, aulas de culinária saudável, pensando de forma que o paciente não precise se deslocar várias vezes e a vários lugares diferentes para o atendimento de uma mesma necessidade em saúde.

Muda-se assim a perspectiva do cuidado centrado na doença e na internação, passando o foco para o bem-estar e para os atendimentos ambulatoriais.

Em comparação a esse desejo, seria como estar num shopping, estacionar o carro e fazer tudo o que for necessário sem muito se deslocar e ao final ir para casa.


St. Anthony North Health Campus
Foi sob esses conceitos que, nos EUA, o Centura Health System inaugurou recentemente o St. Anthony North Health Campus em Westminster, o "hospital do futuro". Para encontrar as respostas de que precisava, o Centura Health System ouviu seus potenciais pacientes, atendendo portanto, a população da região em que está inserido. Dessa forma. o paciente estará verdadeiramente no centro de qualquer decisão.
Pensando nesse exemplo, e nas bases com que foi implantado esse complexo hospitalar, é preciso nos atentar em observar nossa população, nossos futuros e pacientes presentes. É preciso também compreender nosso sistema único de saúde, de forma que nossas criações arquitetônicas estejam potencializando esse sistema, efetivando os atendimentos a serem disponibilizados.


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Marlu Alves, é arquiteta, idealizadora do projeto Hospital: Uma Experiência Lúdica, que utiliza a arte para fins terapêuticos no ambiente hospitalar, É graduada pela Universidade Federal Fluminense, especialista em Arquitetura de Sistemas de Saúde pela UFBA, e autora do livro infantil O Quarteto Aventureiro. Como atividade principal, desenvolve projetos de arquitetura destinados à área da saúde, se dedica ao estudo da influência do design na recuperação e melhora da saúde do paciente, e a utilização do lúdico no bem estar do paciente pediátrico.
contato: mahd.arquitetura@gmail.com