por Marlu Alves
A designer britânica Morag Myerscough foi convidada pela Artfelt, programa de artes do Children's Hospital Charity, para projetar o interior das enfermarias do Sheffield Children’s Hospital, localizado na cidade inglesa de Sheffield.
A Artfeld é uma instituição com um longo trabalho social, que além de melhorar a estrutura dos quartos, a organização também oferece workshops para que os pequenos pacientes possam socializar no período de internação, através de oficinas de construção de robôs, pintura e música, entre outras atividades, transformando momentos de incertezas e ansiedade em uma experiência positiva.
Foram 46 quartos individuais projetados e seis enfermarias os quais se localizam em uma nova ala do hospital. Myerscough precisou cumprir rigorosas normas clínicas para levar suas cores vivas e estampas de arlequim às enfermarias desse hospital infantil no norte da Inglaterra. Embora os quartos possam parecer perfeitamente adequados ao colorido e as formas geométricas de Myerscough, o processo de design não foi uniforme.
Em alguns quartos Myerscough utilizou uma palheta de cores mais claras para atender crianças com autismo ou para àquelas que têm intolerância a alguns padrões luminosos. Outra importância do projeto desenvolvido pela artista é a sua adequação aos ambientes utilizados por crianças mais velhas. Um dos objetivos da artista era que os quartos não ficassem tão infantis, pois eles seriam utilizados por crianças de várias faixas etárias. Outro objetivo era que o quarto fosse um ambiente agradável e de bem-estar para pais e acompanhantes.
Além das cores e formas, uma característica que define os ambientes, quartos e enfermarias, é a discrição nas instalações destinadas aos equipamentos médicos. Cabos e dispositivos estão devidamente ocultos nos painéis, dando ao ambiente uma sensação mais familiar.
Myerscough enfrentou um desafio ainda não experimentado, a artista teria que atender as normas restritivas para o ambiente hospitalar, exigindo que os materiais utilizados fossem resistentes e de fácil limpeza, fazendo com que Myerscough desenvolvesse seu trabalho de forma bastante criteriosa de maneira a atender as exigências no que tange as questões infectocontagiosas do ambiente de saúde.
O desafio foi aceito e o resultado foi, não menos, que uma explosão de cores, distribuídas em vários formatos geométricos.
Fotografias: Jill Tate
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Marlu Alves, é arquiteta, idealizadora do projeto Hospital: Uma Experiência Lúdica, que utiliza a arte para fins terapêuticos no ambiente hospitalar, É graduada pela Universidade Federal Fluminense, especialista em Arquitetura de Sistemas de Saúde pela UFBA, e autora do livro infantil O Quarteto Aventureiro. Como atividade principal, desenvolve projetos de arquitetura destinados à área da saúde, se dedica ao estudo da influência do design na recuperação e melhora da saúde do paciente, e a utilização do lúdico no bem estar do paciente pediátrico.
contato: mahd.arquitetura@gmail.com








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